quinta-feira, 11 de julho de 2019

Decidimos engravidar, e agora?

(Colaboração com a revista Crescer)

Tornamos-nos pais muito antes do bebé nascer. Tudo começa com a intenção de conceber. E, se para alguns casais é fácil, para outros pode ser uma verdadeira tarefa Herculana. 
Cada casal é diferente, e a gravidez em si também o é. Depende de fatores biológicos e especificidades genéticas de cada um.
É importante esclarecer que o primeiro passo deverá ser consultar um profissional de saúde qualificado para o efeito, que irá acompanhar o casal durante todo o processo.
Abaixo enumeramos alguns conselhos e dicas para quem está a tentar conceber.
(A mulher deverá iniciar um suplemento de ácido fólico assim que decide engravidar, uma vez que evita malformações a nível da espinha bífida do bebé).

Check-Up médico: Antes de engravidar é importante perceber como está a saúde física do casal, principalmente da mulher, cujo corpo servirá de “abrigo” ao novo ser.. Deverá ainda fazer um check-up dentário, pois alguns procedimentos deverão ser evitados durante a gravidez. 


Compreender o ciclo menstrual: Atualmente é fácil mantermos-nos a par devido às inúmeras aplicações que acompanham o ciclo menstrual da mulher. É importante ter em consideração que, se estava a tomar a pílula ou tinha algum dispositivo anticoncepcional hormonal, o corpo poderá precisar de algum tempo para regular novamente o ciclo. Passado esse período, deverá ser considerado o dia em que a mulher está a ovular, sabendo que estará fértil nos três dias que antecedem e que sucedem esse dia. A melhor altura para engravidar será durante essa janela fértil de seis dias.  


Manter o corpo e a mente sãos: Muitos são os estudos científicos que mostram uma relação direta entre o estado emocional e o tempo que o casal demora a engravidar. O segredo está em apreciar o percurso e não ver a relação sexual como estritamente reprodutiva. A ansiedade e o stress podem ser bastante prejudiciais, diminuindo a probabilidade de engravidar ao afetar a produção hormonal na mulher. No que toca aos cuidados com o corpo, passa por manter uma alimentação saudável e variada, evitando o consumo de cafeína, álcool e tabaco. Estes cuidados aplicam-se a ambos os elementos do casal, já que irão ter uma influência positiva tanto na contagem e velocidade dos espermatozóides, como no sucesso da fecundação. O homem deverá ainda evitar ambientes como saunas, banhos turcos e duches muito quentes, estar com o portátil ao colo e andar muito de bicicleta, pois irão diminuir a contagem de espermatozóides ao sobreaquecer os testículos.


Permanecer deitada após a relação sexual: Recentemente foi desenvolvido um estudo holandês que provou a importância de permanecer deitada após o sexo, ao constatar que aumentaria a probabilidade de engravidar em 50%. Basta permanecer de barriga para cima, ou de lado, por um período não inferior a 15 minutos.


A conceção espontânea é mais frequente nos primeiros seis meses de tentativas, sendo perfeitamente aceitável um período de até um ano. É importante perceber que a fertilidade decresce, na mulher, ao longo do tempo. Se tem entre 35 e 40 anos deverá procurar ajuda de um especialista em fertilidade se não conseguir engravidar no prazo de seis meses. Se tiver mais de 40 anos, o acompanhamento deverá começar até um ano antes da intenção de conceber. 

segunda-feira, 16 de abril de 2018

Anemia na gravidez: Importância vital do ferro

Uma gravidez saudável começa com a adoção de hábitos de vida saudáveis no período preconcecional.
As carências nutricionais na mulher vão sendo cada vez mais acentuadas com o decorrer da gravidez, até ao ponto em que poderão ser prejudiciais para si ou para o bebé. Torna-se, assim, imprescindível manter o equilíbrio nutricional durante todo o processo, pré e pós parto.
O ferro é um macronutriente importante, tendo como principal função a formação de hemoglobina no sangue, responsável por irrigar os tecidos com o oxigénio necessário ao seu normal funcionamento.
Na gravidez existe um maior consumo de ferro por parte do organismo, mobilizado para o desenvolvimento adequado dos novos tecidos que contemplam a placenta e o feto. A grávida torna-se vulnerável a desenvolver uma carência de ferro que, não sendo reposto nas quantidades adequadas, poderá culminar em quadros de anemia gravítica.    
Segundo a Organização Mundial de Saúde, o valor de referência de hemoglobina para uma grávida é 11g/dL. Tudo que seja abaixo deste valor é considerado anemia, que ocorre por falta de reposição do ferro.
Os sinais e sintomas variam muito de pessoa para pessoa, dependendo também de fatores como o grau ou a forma como evolui, podendo ser gradual ou rápida. Manifesta-se essencialmente pelo cansaço fácil e diminuição da tolerância para a atividade física. Fadiga, irritabilidade e cefaléias são outros sintomas comuns em grávidas anémicas ou borderline (no limiar entre a carência de ferro acentuada e a anemia diagnosticada).
A prevenção e tratamento do défice de ferro passa por intervenções a nível alimentar, com o aumento na ingestão de alimentos ricos em ferro. Igualmente importante é a suplementação diária de ferro, seja isolado ou associado ao ácido fólico. Estudos recentes provam a importância da sua toma desde o ínicio da gravidez, e em todas as grávidas, não somente nas susceptíveis de desenvolver quadros anêmicos.
Estas são recomendações que devem ser seguidas antes, durante e após a gravidez, uma vez que a anemia não tratada acarreta complicações obstétricas, nomeadamente na dinâmica do trabalho de parto, levando a restrições de crescimento no feto e culminando com repercussões a nível cognitivo do bebé, a longo prazo.
Os alimentos que contêm o ferro na sua forma mais biodisponível são a carne e o peixe, sendo aconselhada a sua ingestão em todas as grandes refeições (almoço e jantar). Outros alimentos ricos neste macronutriente são os ovos, lentilhas, legumes de folha verde escura (espinafre, brócolos), entre muitas outras opções. É ainda necessário ter em conta que a absorção do ferro por parte do organismo será tanto maior quanto mais equilibrado for com a ingestão de alimentos ricos em vitamina C.

Em suma, a grávida necessita de adotar uma dieta saudável e equilibrada que lhe garanta a ingestão suficiente não só de ferro como de todos os outros nutrientes, já que são interdependentes na garantia de uma gestação sem complicações.

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Colaboração Raio X

Hoje recebi a excelente noticia de que tinha sido publicado um artigo meu na revista Raio X. Trata-se exactamente do artigo que publiquei há dias, acerca da interdependência que me parece existir,cada vez mais, entre a tecnologia e os adolescentes.


Deixo-vos o link e peço-vos que sigam esta revista online, que de tudo faz para publicar artigos de qualidade, que façam chegar a saúde ao cidadão e ao profissional.
Tiro-lhes o chapéu.

Desejo apenas que isto seja o início de uma bonita colaboração, com ganhos para ambas as partes.

http://raiox.pt/a-tecnologia-e-os-adolescentes/

terça-feira, 16 de agosto de 2016

Adolescentes e a Tecnologia

De acordo com o relatório Aventura Social (2015), cerca de 45% dos jovens portugueses refere que, quando tiveram relações sexuais pela primeira vez, queriam que tivesse acontecido naquela altura. Considerando que iniciam a atividade sexual por volta dos 14 anos e que foi reportada uma diminuição do uso de preservativo e um aumento das relações sexuais associadas ao consumo de álcool ou drogas, nos últimos 10 anos, é cada vez mais emergente a necessidade de intervir junto desta comunidade, a nível da prevenção de comportamentos de risco.
A tecnologia, cada vez mais presente nas tarefas diárias, torna-se indispensável na vida dos adolescentes, que adotaram equipamentos eletrónicos como parte integrante da sua vida social. O portal da juventude afirma que as Tecnologias da informação e comunicação (TIC), são formas de expressão na sociedade atual, modernizada. Entende-se por TIC meios de tratamento de informação e auxiliares na comunicação, 
Apesar do seu potencial, no desenvolvimento da sociedade e cultura, sabe-se muito pouco sobre os seus usos em ambientes informais.
            Atualmente, a aprendizagem não está circunscrita à escola. Esta ocorre em locais pedagógicos como bibliotecas, filmes, jornais, revistas, anúncios e videojogos. A vivência em diferentes ambientes sociais, acesso a diferentes fontes de informação e postura perante os pais, confirmam que o conceito adolescência mudou. Hoje em dia os adolescentes trocam, negociam e compartilham informações.
Vergonha ou medo pelo comprometimento da sua confidencialidade, leva a que muitos jovens não esclareçam dúvidas com pais ou professores, procurando informação online ou junto dos pares. É sabido que atribuem grande importância aos meios de comunicação social, dando maior ênfase às mensagens instantâneas (p.ex. Skype) e SMS. Este tipo de contacto tem sido usado entre adolescentes e profissionais de saúde como veículo à exposição e esclarecimento de dúvidas, verificando-se o seu uso, maioritariamente, na necessidade urgente de informação.
Um estudo realizado por Antunes (2012) revelou que a fonte de informação eleita para esclarecimento de dúvidas sobre sexualidade é a internet (61%), seguindo-se o esclarecimento junto dos pares e, por último, junto dos pais.
Os princípios da informação online para jovens têm vindo a ser estudados pela European Youth Information and Counselling Agency (ERYICA), que ajuda a encontrar a informação certa e a tomar decisões informadas, tirando o máximo partido dos benefícios da Internet. Além de plataformas online de partilha de experiências, existe um espaço onde, via Skype, tiram dúvidas com profissionais qualificados.
As TIC surgiram como meio para a criação de um sistema de saúde fiável e confiável, com a informação de qualidade que vem promover a saúde e diminuir a incidência de complicações decorrentes de comportamentos de risco, nesta comunidade jovem.
Ainda durante o meu percurso académico, promovi sessões de educação para a saúde, em escolas secundárias, abordando temáticas envolvendo a sexualidade saudável. O que pude constatar foi que, ao indicar alguns endereços eletrónicos de fontes fidedignas sobre a temática, estes eram efetivamente consultados, e na sessão seguinte traziam questões e comentários sobre o que leram. Pude perceber que, por vezes, a nossa intervenção mais tecnológica pode partir de pequenos aspetos como este, criando plataformas online de esclarecimento de dúvidas e indicando sites com informação útil, para consulta. Aqui despertou o meu interesse pelo tema e foi quando decidi, efetivamente, apostar na pesquisa bibliográfica e na abordagem mais modernista nas minhas sessões de educação para a saúde.
Dessa pesquisa emergiram aspetos muito interessantes de projetos que estão a ser implementados em Portugal.
A APF lançou um jogo que aborda, de forma lúdica e interativa, temáticas como a sexualidade e as competências parentais[1]. Foi concebido no âmbito do Projeto #ON_Sex Direitos Sexuais e Jovens Vulneráveis, pretendendo aumentar conhecimentos, desenvolver competências e promover um estilo de vida saudável.
No estágio final da licenciatura, alterei algumas das normas do gabinete de saúde escolar onde intervim, nomeadamente no atendimento. Ao invés de o enfermeiro estar no gabinete da escola à espera de ser abordado/procurado pelos alunos, propus um sistema em que esse atendimento fosse com recurso às TIC. As alterações foram divulgadas na escola e no site da mesma, com indicação do endereço Skype que deveria ser utilizado para entrar em contacto com a equipa de enfermagem. Foi pedido à chefia um telemóvel de serviço, usado exclusivamente em contexto de saúde escolar, para esclarecimento de dúvidas via SMS ou chamada, deixando a decisão ao critério do adolescente.
Dessa forma, o horário estipulado para atendimento deixou de ser presencial. A enfermeira, a partir da UCC, passou a atender qualquer chamada/videochamada via Skype, durante esse horário. O telemóvel de serviço começou por funcionar apenas nos dias úteis da semana. No entanto, com o decorrer do projeto, verificou-se a necessidade de estender este horário para o fim-de-semana, devido à grande afluência de tentativas de contacto nesse período.
Inúmeros são os autores que poderia citar, que concluíram que as sessões de educação para a saúde, demonstraram melhores resultados quando apresentadas com recurso a TIC e jogos interativos, devido ao caráter lúdico conferido à sessão, em detrimento da convencional apresentação de slides. Os jovens passaram a adotar comportamentos que não punha em risco a sua vida e houve diminuição da incidência de gravidezes na adolescência e IST. O uso da internet traz grande potencial à saúde pública, podendo ser usado para educação, recolha de dados e intervenção junto dos grupos de risco.
Está nas mãos dos profissionais de saúde a competência e ferramentas que permitam acompanhar as mudanças e adaptar as intervenções, para que as TIC sejam integradas com fins pedagógicos e como meio de promoção de uma vivência e desenvolvimento saudável dos adolescentes.




[1] Jogo gratuito online disponível em http://onsex.apf.pt/inicio/

sábado, 9 de julho de 2016

Monografia

Hoje tive acesso à nota da minha monografia de final de curso. Fiquei radiante porque nunca teria adivinhado que correu assim tão bem!
É claro que criticas existem sempre e muitas vezes são construtivas, mas quando as ouvimos ficamos a duvidar ligeiramente das nossas competências e, consequentemente, surge a ânsia pelo resultado, que pensamos não ser aquele que gostaríamos.
E nas intermináveis semanas que antecedem o veredicto, convencemos-nos que não somos assim tão bons. Interiorizamos a ideia de que a nota não será brilhante, mas terá que chegar. 
E depois chega o dia D. E os resultados estão a um clique de distância! E o nosso coração bate a mil e parece que nos vai saltar do peito.
...
...
...
E depois temos 19! E pensamos, "bolas, afinal correu bem"!

Nunca desistam, se o conseguem sonhar, também o conseguem concretizar!

domingo, 26 de junho de 2016

Ressurgimento

Hoje venho com um post diferente. Venho desculpar a minha ausência é parabenizar os meus feitos.
Venho gritar alto e em bom som, para todo o mundo ouvir: Consegui!
Depois de 4 anos de derrotas e de conquistas, ganhei a guerra. Depois de muitos não acreditarem, continuem a lutar e hoje, pela primeira vez desde o surgimento do Blogue, escrevo-vos como Enfermeira.
E que bem que sabe dizê-lo em voz alta..escrevê-lo, pensá-lo, o que for!
Finalmente, consegui!
E hoje, apesar de todos os obstáculos, cá me encontro, mulher, esposa, mãe, enfermeira!
A todos os que estiveram lá para mim, o meu sincero obrigada!
Aos que me tentaram dificultar o percurso, um obrigada também, por me terem fortalecido e me terem ensinado tudo o que não quero ser nesta mui nobre profissão!

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

DPOC

Limita o débito aéreo, associado a resposta inflamatória no pulmão, associado ao tabagismo e afetando uma faixa etária a partir dos 40 anos. 
Ocorre ainda em doente com deficiência da proteína alfa-1-antitripsina. 

Associado a:
  • ·         Bronquite crónica (tosse produtiva prolongada);
  • ·         Enfisema pulmonar (destruição alveolar progressiva).


Sintomas: dispneia, fadiga, tosse produtiva, cianose, infeções respiratórias recorrentes.

Diagnóstico: espirometria (prova de função pulmonar, fluxo de ar), gasometria arterial (pH, O2, CO2 no sangue), radiografia ao tórax (mostra enfisema), raio x, tomografia (confirma indicação para cirurgia).

Tratamento: cessação tabágica, broncodilatadores, corticosteroides, oxigenoterapia, fisioterapia pulmonar. Se houve indicação para cirurgia: redução do volume pulmonar ou transplante pulmonar.


Estádios: 0 – risco de DPOC; I – DPOC ligeira; II – moderada; III – grave; IV – muito grave. Confirmado na espirometria, consoante o rácio FEV/FVC (capacidade de expiração no 1º segundo).

sábado, 4 de julho de 2015

Lesões cutâneas

Mácula: alteração de cor devido a pigmentos ou alterações mínimas na vascularização local. 

Placa: levemente elevada e de superfície plana. 

Nódulo: sólida e elevada maior que 5mm de diâmetro. 

Vesículas: bolhosa superficial de 5mm ou menos, cheia de liquido claro. 

Bolha: bolhosa grande, maior que 5mm de diâmetro. 

Quisto: nódulo com cavidade epitelial delimitada, líquido ou material semissólido. 

Pústulas: bolhosa cheia de exsudado purulento. 

Crosta: Produtos ressequidos de exsudatos de lesões. 

Úlcera: perda do epitélio superficial e parte do tecido conetivo subjacente. Escavada ou deprimida. 

Acantose nigricans: forma de hiperplasia do epitélio da pele. 

Acne: inflamação dos folículos pilosos devido a infeção pela bactéria Propionibacterium acnes. 

Alopécia: redução de pelos\cabelos numa área. 

Carbúnculo: infeciosa causada Bacillus anthracis com manifestações cutâneas importantes. 

Celulite: tecido subcutâneo da pele causa irregularidades na superfície. 

Dermatite seborreica inflamatória com etiologia autoimune. 

Efélis\manchas do sepulcro: hiperpigmentação que até certo ponto pode ser considerada sem importância. 

Hemangioma: tumor benigno causado por crescimento anormal de vasos sanguíneos. 

Lentigo: pigmentação da pele semelhante à efelis, mas não aparece com estações do ano. 

Melanoma maligno: tumor dos melanócitos da pele. 

Melasma: escurecimento, causa hormonal. Nevo: mancha, pinta ou sinal. 

Pelagra: dermatite devido a deficiência vitamínica. 

Psoríase: autoimune, intensa descamação. 

Tinha: infeção com fungos (pé-de-atleta) 

Urticária, Eczema e Eritema multiforme reações alérgicas. 

Verruga: neoplásica benigna causada por infeção com papilomavirus. 

Vitiligo: autoimune, despigmentação, fica + clara. 

terça-feira, 26 de maio de 2015

Alilaminas

Terbinafina

Mecanismo de acção:

1. Bloqueiam a síntese de ergosterol via inibição da actividade da esqualeno epoxidase

2. O esqualeno não se transforma (esqualeno --x--epóxido de esq.---lanosterol---ergosterol), acumula-se na célula onde é tóxico, ocorre ruptura da membrana e morte celular

É uma alilamina sintética. É Fungicida.

Mecanismo de ação: Interfere com síntese do ergosterol (inibe esqualeno epoxídase; sist. P450).

Farmacocinética: absorção muito reduzida (5%) por via tópica; boa absorção oral; boa distribuição (lipofílica); acumula-se no tecido gordo e fixa-se ao estrato córneo da pele, cabelo e unhas.

Metabolização hepática e metabolitos inactivos eliminados pelo rim.

Uso clínico: uso restrito ao tratamento das dermatofitoses (onicomicoses e também corporal e pés).

Reações adversas: Raras. Dores de cabeça e perturbações gastrointestinais.

Interações: Sem significado. Necessidade de monitorização da função hepática.

Posologia:
 Oral (comp de 125 e 250 mg ) 250 mg/dia; insuficiência hepática e renal - ½ da dose oral
 Tópico - 1 a 2 x dia (creme, gel e solução cutânea)

domingo, 3 de maio de 2015

Azóis

Retomando os antifungos:


Mecanismo de acção:

1. Bloqueiam a síntese de ergosterol via inibição da 14-desmetilase, enzima cit. P450 dependente que transforma o lanosterol em ergosterol,

2. A paragem da biossíntese de ergosterol para a membrana citoplasmática e acumulação de lanosterol,

3. Esta inibição e acumulação altera a fluidez da membrana, aumenta a permeabilidade e origina a rutura das cadeias de fosfolípidos,

4. Paragem do funcionamento de sistemas enzimáticos como das ATPases e sistemas de enzimas electrotransportadoras,

5. Inibição do crescimento do fungo e sua replicação.

A inibição do cit. P450 - efeitos adversos e interacções medicamentosas (ciclosporina, varfarina, indinavir, fenitoína, benzodiazepinas, anti-histamínicos e antidislipidémicos)

Mecanismo de resistência:

• Mudança/mutação na enzima esterol-desmetilase;
• Produção aumentada da enzima;
• Efluxo ativo do fármaco/entrada diminuida;
• Produção de esteróis de baixa afinidade

A resistência pode ser adquirida durante o tratamento e é CRUZADA entre os azóis (problema clínico significativo)! Prevalência crescente!

• Antifúngicos sintéticos com largo espectro de acção, boa disponibilidade oral e baixa toxicidade.

Divide-se em 2 grupos:
 - Imidazol
 - Triazol (1ª e 2ª Geração)
Têm o mesmo mecanismo de ação e espetro. No entanto, os triazóis têm um metabolismo mais lento e menor efeito sobre a síntese de esterol. Falaremos de cada um deles, numa outra altura!

Espectro de acção:

• Efectivos: C.albicans, C. tropicallis, C.glabrata, Cryptococcus neoformans, Blastomyces dermatitidis, Histoplasma capsulatum, Coccidioides immitis, Paracoccidioides brasiliensis e dermatófitos.

• Susceptibilidade intermédia: Aspergillus spp e Sporothrix Schenckii.

• Resistentes: Candida krusei e agentes de mucormicoses

• Sem actividade antibacteriana e antiparasitária.

Efeitos adversos: Bem tolerados

• GI, hepatotoxicidade, hipertensão, cefaleias, distúrbios visuais.

Interações:

• Cetoconazol e Itraconazol necessitam de pH baixo para serem absorvidos por via oral (cuidado com antiácidos e suplementos vitamínicos)

sexta-feira, 1 de maio de 2015

Polienos (Nistatina e Anfo B)

Retomando o tópico de ontem, um dos ani fungos são os chamados POLIENOS.

Estes podem ser: Nistatina ou  Anfotericina B

Mecanismo de Acção

1. Os polienos ligam-se aos esteróis (++ergosterol), destabilizando a integridade osmótica da membrana celular

2. Criação de poros desencadeia alterações na permeabilidade celular
- a saída de metabolitos e iões intracelulares (K+, Mg2+) essenciais à sobrevivência da célula
- a entrada de Na+ e água na célula que provocam a sua tumefacção e ruptura

3. Morte celular

Mecanismo de Resistência

Ocorre quando o fungo é capaz de alterar o ergosterol da sua membrana:
• redução do seu conteúdo;
• mutantes sem ergosterol -> substituição do ergosterol por um seu percursor (fecosterol, episterol), para o qual o antifúngico já não tem afinidade;
• Alteração da razão esterol/fosfolípidos;
- Impermeabilidade da parece celular à anfotericina B

NISTATINA

1º antifúngico a ser descoberto , isolado a partir do Streptomyces noursei, em 1950

• Polieno de estrutura e mecanismo de acção semelhante ao da Anf.B

• Espectro: actividade sobre fungos do género Candida, Torulopsis e Geotrichum

• Farmacocinética:
- Escassa absorção oral - uso restringido ao tratamento de candidíases superficiais ou do tracto digestivo
- Não é absorvido através da pele ou das mucosas -> aplicação tópica
- Excessiva toxicidade impede o uso sistémico
• Indicações: terapêutica e profilaxia de candidoses orais, esofágicas, vaginais e outras micoses mucocutâneas)

• Efeitos Adversos:
GI -> náuseas, vómitos e diarreia com ingestão
Pele -> reações de hipersensibilidade cutânea (ex: eritema, erupções)

ANFOTERICINA B

Produzida naturalmente pelo actinomicete Streotomyces nodosus (isolada em meados de 1955)

• Espectro: Largo; efectivo contra a maioria de micoses sistémicas:

• Leveduras clinicamente importantes como a Candida albicans e Cryptococcus neoformans
• Histoplasma capsulatum, Blastomyces dermatitidis e Coccidioides immitis
• Aspergillus fumigatus, A. Flavus, Sporothrix schenckii
• Zigomicetes como Rhizopus spp.
• Mucor sp.

• Fármaco de escolha para a maioria das infecções fúngicas sistémicas pela sua potência e espectro alargado e + 50 anos de experiência clínica, mesmo com a toxicidade que apresenta e a introdução dos azóis sistémicos na década de 80.

• Indicações: infecções fúngicas invasivas graves e extensas.
• Uso hospitalar

• Farmacocinética:
Anfo B desoxilato: quase insolúvel em água -> suspensão coloidal
- Administração sistémica via IV (ligação proteínas plasmáticas >90%)
- não atravessa BHE (via intratecal em alguma meningites fúngicas)
- Excreção renal lenta (T1/2 =15 dias)

• Efeitos Adversos: Devem-se à ligação do antifúngico aos esteróis das membranas humanas (colesterol)
- Nefrotoxicidade
- Arrepios, febre e cefaleias; náuseas, vómitos, dores abdominais
- Arritmias/hipotensão (doentes c/ patologia cardíaca prévia); Broncospasmo/dispneia (doentes c/ patologia pulmonar prévia);

Interações:
- Antineoplásicos:  a nefrotixicidade e hipotensão associada à anf. B
- Corticóides:  a nefrotixicidade favorecendo a hipopotassémia (predispõe a disfunção cardíaca)
- Gicosideos cardiotónicos:  a nefrotixicidade , favorecendo a intoxicação digitálica
- Aminoglicosidos e outros fármacos nefrotóxicos (ex: Ciclosporina) -  a nefrotixicidade
- Flucitosina: sinergismo ->  toxicidade
- Imidazóis: antagonizam a atividade da anf.B
- Zidovudina:  a nefrotixicidade e mielotoxicidade

• Formulações lipídicas:
- desenvolvidas para reduzir a toxicidade da anfotericina B
- o veículo lipídico funciona como um reservatório de anf.B ->  a sua ligação às membranas celulares humanas e a sua toxicidade
- efeitos adversos semelhantes aos da formulação convencional, mas menos frequentes emenos intensos:
 Menor toxicidade
 eficácia
 utilização de doses mais elevadas
 mais dispendiosos: reservado para os doentes com I. Renal ; que não toleram a formulação convencional

quinta-feira, 30 de abril de 2015

Fungos

Vamos discutir os Antifungicos!
Hoje, a lição será breve. Quero apenas esclarecer os mecanismos de ação dos diferentes antiretrovirais existentes.


Mecanismo de Acção

Na membrana celular:
• Destabilizadores da membrana - Ligação ao ergosterol (polienos – nistatina, anfotericina B)
• Inibidores da síntese do ergosterol (azóis, alilaminas)

No núcleo:
• Inibição da síntese de ARN / ADN (flucitosina)
• Anti-mitótico (griseofluvina - Revogado)

Na parede celular:
• Inibidores da síntese do β-glucano (equinocandinas – caspofungina, anidulafungina)

Streptococcus agalactiae

O QUE É A STREPTOCOCCUS B?

Streptococcus grupo B (STB), também chamado de Streptococcus agalactiae, é uma bactéria comum nas regiões vaginal, intestinal e retal das mulheres, podendo causar complicações em mulheres grávidas e ser transmitido ao recém nascido.

Algumas grávidas apresentam colonização da urina pela bactéria STB, podendo provocar cistite (infeção bacteriana da bexiga). A bacteriúria assintomática acarreta riscos de potenciais complicações na gestação, como, parto prematuro, aborto e contaminação do líquido amniótico.

A infeção da bolsa de água, conhecida por corioamnionite, é uma invasão bacteriana do líquido amniótico, membranas fetais ou placenta. Os sinais e sintomas incluem febre, dor no útero, aumento da frequência cardíaca fetal e presença de prurido no líquido amniótico. A infeção ocorre geralmente durante a rotura da bolsa no início do trabalho de parto. Trabalhos de parto prolongados ou casos de rotura prematura da bolsa, acarretam maior risco.

A infeção da parede do útero, chamada de endometrite, é uma complicação que pode ocorrer após o parto, havendo dor abdominal, febre e sangramento.

Apesar dos riscos da mãe desenvolver complicações pelo STB, a grande preocupação é a contaminação do recém nascido, uma vez que é para este que a bactérias traz graves complicações.

Nos recém nascidos, a infeção pelo STB pode ocorrer no útero, por ingestão do líquido amniótico, ou durante a passagem pela canal vaginal. No útero, o maior risco é o de aspirar líquido amniótico e adquirir pneumonia neonatal com bacteriemia, levando a um possível choque séptico.

As complicações derivadas da infeção neonatal podem ocorrer precocemente, nas primeiras horas de vida, ou tardiamente, semanas após o nascimento.
No recém nascido, há menores quantidades de macrófagos alveolares, proteínas do complemento e, em adição, os fatores de virulência dificultam a fagocitose pelos macrófagos, facilitando a disseminação da bactéria pelo organismo.

A infeção precoce ocorre na primeira semana de vida, habitualmente nas primeiras 72h, manifestando-se através de um quadro de pneumonia, meningite ou sépsis, que se traduz por uma síndrome clínica de doença sistémica com bacteriémia no primeiro mês de vida. Febre, dificuldade para mamar e dificuldades respiratórias são os sintomas mais frequentes. Podendo ocorrer crises convulsivas, fraqueza ou rigidez muscular. Este tipo de infeção é adquirida por transmissão vertical, associada à imaturidade dos mecanismos de defesa do hospedeiro.
A infeção tardia ocorre após a primeira semana de vida. Sépsis e meningite são mais comuns.
Pode ocorrer morte fetal a qualquer momento da gravidez. Nas infeções intra uterinas e nas de início precoce, a inflamação pulmonar caracteriza-se por exsudados neutrofílicos ou alveolares, congestão vascular, edemas e graus variados de hemorragia pulmonar.

DIAGNÓSTICO

Nos recém nascidos, a colheita é realizada imediatamente após o nascimento, no cordão umbilical, canal auditivo externo, garganta e reto. No que toca ao exame de sangue, o número de leucócitos séricos pode estar normal durante a fase inicial, alterando de valor no intervalo de tempo entre as 8 e as 24 horas de vida. A presença de leucocitose ou leucopenia traduzem sinais de infeção. A concentração de proteína C reativa (PCR) e citocina IL-6 aumentam na presença de infeção, sendo que usar ambos os marcadores é mais preciso para o diagnóstico.

A identificação dá-se pelo teste de CAMP, ou seja, o STB produz o fator CAMP que tem ação hemolítica, resultando na formação de áreas com hemólise sinérgica. Para o diagnóstico definitivo, é realizada a sorologia com antissoro específico para a identificação do antígeno do grupo B.

FATORES DE RISCO
São consideradas grávidas de alto risco para transmissão de STB:
·         Trabalho de parto antes de 37 semanas de gestação;
·         Gestação a termo com bolsa rota, com trabalho de parto superior a 18h;
·         Febre durante o trabalho de parto;
·         Infeção fetal por STB em gestação anterior;
·         Infeção do trato urinário por STB presente ou passada;
·         Raça negra.

Quesa 50% dos parceiros sexuais de mulheres colonizadas são positivos para STB, sendo esta uma evidência de transmissão sexual.

TRATAMENTO

Para impedir a infeção neonatal pelo STB é importante que a bactéria seja identificada e tratada antes do trabalho de parto. Durante a gravidez, toda a gestante é submetida a um exame de urocultura.

Entre a 35ª e a 37ª semanas de gestação é realizado o exame do cotonete, que consiste na obtenção de material da vagina e do ânus. Não é recomendado banho ou higiene íntima antes da coleta.

Estando colonizada pelo STB, a grávida será submetida à administração de antibiótico durante o parto para impedir a transmissão. O antibiótico é administrado por via endovenosa durante o trabalho de parto. Os dois mais usados são a penicilina ou a ampicilina, que devem ser administradas a cada 4 horas até o nascimento do bebé. A clindamicina é recomendada para mães alérgicas a penicilina.


O tratamento com antibióticos não precisa ser feito se o parto for cesariano e se não houver rompimento da bolsa de água. Neste caso, não há risco das bactérias presentes no canal vaginal chegarem ao recém nascido.


Para concluir, penso que seja importante deixar esta ideia:

A taxa de mortalidade neonatal por infeção da bactéria STB varia entre os 5% e 15%, sendo mais afetados lactentes com baixo peso ao nascer e nos que apresentam choque séptico. Pode também ser devido a um início de terapia antimicrobiana tardia.
No entanto, com s novos conhecimentos que se vão adquirindo a respeito da bactérias e tratamentos associados, a percentagem de incidência e mortalidade tem vindo a diminuir.
Apesar de ser prejudicial para o bebé mais do que para a mãe, não devemos descurar os cuidados desta, visto que complicações decorrentes da infeção podem ir surgindo mesmo após o parto.
Um bom rastreio a todas as gestantes, com especial atenção aos grupos e fatores de risco, é fundamental para controlar a bactéria e garantir que a infeção é travada a tempo de não afetar nem a mãe nem o feto ou recém nascido.


terça-feira, 21 de abril de 2015

Carta de Alta / Nota transferência

Certamente, como alunos de Enfermagem ou Recém profissionais, muitas vezes nos perguntamos como efetuar uma nota de alta corretamente?!

Antes de mais, não ha uma maneira certa ou errada, existem apenas tópicos fundamentais a considerada. Todos os dados do cliente devem ser incluidos.

À parte dos dados, toda a evolução clínica deverá ser mencionada (o que ocorreu no internamento, o que foi feito e qual a resposta do cliente aos cuidados). Se estivermos a referenciar o cliente para uma UCC, é importante colocar tudo que temos vindo a trabalhar com o mesmo e quais os ensinos efetuados.

Em baixo, deixo um exemplo, bastante simplista, do que deverá ser uma carta de alta.

CARTA DE ALTA
DATA DE ADMISSÃO: 11/05/2012 POR: Urgência
MOTIVO DE INTERNAMENTO/DIAGNÓSTICO: AVC isquémico EVOLUÇÃO NO

INTERNAMENTO: Trazida ao SU do HSJ no dia 03/05/2012 por prostração de instalação súbita, constatada pelos cuidadores do lar onde reside. Fica internada com suspeita de AVC isquémico, que não se confirmou por TAC Cranioencefálica. Existe também suspeita de insuficiência renal ligeira. Durante o internamento, tem estado mais vigil, orientada na pessoa e capaz de cumprir ordens simples. Cumpriu soroterapia com Soro Fisiológico (1000mL/dia) que terminou dia 09/05/2012. Fez 1º levante no dia 09/05/2012 que tolerou, sendo depois realizado diariamente. Tem permanecido no cadeirão cerca de 4 horas. No dia 03/05/2012 foi colocada SNG por prostração, sendo depois retirada a 09/05/2012. Tem sido alimentada oralmente, não apresenta disfagia a líquidos ou sólidos. Tem apresentado urina ligeiramente concentrada e com cheiro fétido. Apresentou alguns episódios de dejecções de fezes semi-líquidas em moderada quantidade, sendo a última a 11/05/2012. Tem alta clínica para lar por estabilização do seu estado.

ANTECEDENTES PESSOAIS: HTA, Diabetes, EAM, ....
INTERNAMENTOS ANTERIORES: EAM - Novembro 2010

MEDICAÇÃO:
• Levodopa/Carbidopa, per os, 125mg, 4x dia o Monitorizar os sintomas parkinsónicos (perda de equilíbrio, acinésia, rigidez e tremores); o Avaliar presença de sinais de toxicidade: espasmos musculares involuntários, caretas, pestanejar espasmódico, protusão exagerada da língua, alterações do comportamento). Consultar médico ou profissional de saúde se os sintomas surgirem; o Administrar alimentos pouco depois de administrar o fármaco para minimizar a irritação gástrica; a ingestão de alimentos antes ou em simultâneo pode retardar efeitos; o Vigiar a deglutição; o Se alguma dose for omitida, esta deve ser tomada logo que seja poss+ivel até 2h antes da toma seguinte; não duplicar doses; o Pode causar sonolência e tonturas; o É frequente a ocorrência de hipotensão ortostática: mudar lentamente os posicionamentos, avaliar a TA antes de iniciar o levante, que deve também ser realizado lentamente; o Manter uma boa higiene oral e vigiar hidratação e integridade, devido à secura da mucosa oral; o Monitorizar o aparecimento de lesões cutâneas (pode activar um melanoma maligno); o Escurecimento da urina e do suor como efeitos secundários, não é motivo de preocupação.
• Metilperona, per os, 25 mg, à noite o Vigiar estado de consciência da utente antes e depois da toma; o Vigiar sintomas e sinais extrapiramidais (movimentos distónicos, crises oculogiras, síndromes parkinsónicos); o Vigiar sinais e sintomas como hipotensão ortostática e arritmias, náuseas, vómitos, dores abdominais, irritação gástrica, crises convulsivas, erupções cutâneas e, por vezes, icterícia colestática. Na presença destes sintomas, contactar médico ou profissional de saúde. 

NECESSIDADES MANTIDAS / CUIDADOS ESPECÍFICOS: Necessidade de ajuda total nos cuidados de higiene, que são prestados no leito. Necessidade de ajuda total nos posicionamentos e transferências. A utente não realiza carga nos membros inferiores. Vigiar a evolução da UPP de grau II de dimensões (0,4x0,2x0,1) com tecido de epitelização na região sagrada, aplicar óxido de zinco (vitamina A) em SOS. Evitar decúbito dorsal até cicatrizar. Alternância de decúbitos de 3h/3h. Realizar mobilizações passivas nos membros superiores e membros inferiores aquando dos posicionamentos. Necessidade de ajuda total para alimentação. A utente tem prescrita uma dieta pastosa. Tem sido alimentada oralmente com colher. Vigiar deglutição. Por vezes, demonstra renitência à alimentação, vigiar quantidade de alimentos ingerida. Se apresentar maior dificuldade em cumprir ordens simples, realizar tentativa de alimentação oral com seringa. Reforço hídrico no mínimo 1L/dia, vigiar sinais de desidratação (prostração, taquicardia, hipotensão, pele desidratada, sede, mucosas secas). Utente elimina para fralda. Vigiar características da urina e das fezes. 

ENSINOS: aqui colocaríamos os ensinos efetuados ao cliente ou ao seu cuidador, no caso de dependentes parciais ou totais.

domingo, 19 de abril de 2015

Grávidas e uso de medicação

GRÁVIDAS Uso medicamentos • inadvertido • Doença crónica • Doença aguda e controlo de sintomas • Controlo riscos no feto Variáveis fisiológicas e o que afetam • Vómito e Motilidade GI: absorção • Peso, água corporal, irrigação e volume plasma: distribuição • Função renal, hepática e respiratória: metabolismo e excreçã Classificação risco teratogenecidade (FDA) • Cat A – seguro • Cat B – ausência de risco demonstrada • Cat C – ausência de estudos • Cat D – risco demonstrado • Cat X – nocivo, contraindicado • Índice M – classifica com base em info do fabricante Medicamentos teratogénicos • IECAS • Varfarina • Tetraciclina • Talidomida • Opiáceos • Misoprostol • Antidiabéticos orais • Antitiroideus • AINE (ibrufeno, diclofenac) • Anticonvulsionantes (diazepam)

sexta-feira, 12 de julho de 2013

Aparelho digestivo

 Tubo digestivo: É um tubo longo musculoso e membranoso que se estende da cavidade bucal até ao ânus, e  comunica com o exterior através da cavidade bucal e do ânus. É no seu interior que os alimentos são transformados  e assimilados.

 Glândulas Anexas: As glândulas anexas são formações cujos canais excretores se vão abrir no tubo digestivo.  Existem interparietais que se localizam na própria espessura da parede do tubo digestivo, ao longo do seu trajeto, e  extra parietais que se localizam fora da parede do tubo digestivo.

 Glândulas anexas:
·Glândulas Salivares
üParótidas
üSubmaxilares
üSublinguais
·Pâncreas
·Fígado
·Vesícula Biliar
Funções e processos do Aparelho Digestivo:
 Ingestão: Consiste na introdução de alimentos no estômago; Normalmente a ingestão é feita através da cavidade  bucal; Os alimentos podem ser introduzidos diretamente no estômago através de uma sonda nasogástrica ou gástrica;

 Mastigação: Processo pelo qual os alimentos introduzidos na boca são triturados pelos dentes; Para que as enzimas  possam atuar na superfície dos alimentos, e para um normal funcionamento digestivo é essencial que os alimentos  sólidos sejam fracionados mecanicamente, pois as enzimas não penetram com facilidade as partículas alimentares  sólidas; A mastigação fraciona os alimentos em partículas de menores dimensões;

 Propulsão: Consiste no movimento dos alimentos de um extremo ao outro do tubo digestivo; 
 Os alimentos demoram aproximadamente 24-36 horas a percorrer o tubo digestivo; Cada segmento do tubo digestivo  está especializado em promover o movimento do seu conteúdo da cavidade oral ao ânus;
·      Os tipos de movimentos:
ü Deglutição
ü Movimentos peristálticos ou Peristaltismo – Responsável pela progressão do conteúdo ao longo da maior parte  do tubo digestivo. As contrações musculares geram ondas peristálticas composta por uma onda de relaxamento dos  músculos circulares que geram uma onda de distensão que precede o bolo alimentar, e uma onda de contração muito  forte dos músculos circulares que se sucede ao bolo alimentar, obrigando à sua progressão ao longo do tubo digestivo.  Cada onda peristáltica percorre todo o esófago em 10 segundos, e no intestino delgado, as ondas têm percursos curtos.
ü Movimentos de massa – Contrações do intestino grosso que promovem movimentos do conteúdo maiores do que  nos movimentos peristálticos.

 Mistura:  Algumas contrações não propulsionam os alimentos (quimo), mas movimentam-se nos dois sentidos, de  modo a misturá-los com as secreções digestivas e fracioná-los em fragmentos menores. Também existem contrações  segmentares que ocorrem no intestino delgado.

 Secreção: Consiste na mistura dos alimentos nas secreções que lubrificam, liquefazem e digerem os alimentos.
·      As secreções são constituídas por:
ü Muco: Lubrifica os alimentos e a mucosa do tubo digestivo, reveste e protege as células epiteliais da abrasão mecânica, dos efeitos nocivos do ácido do estômago e das enzimas digestivas.
ü Água: Liquefaz os alimentos, tornando-os mais fáceis de digerir e absorver. A água penetra no intestino também por osmose.
ü Enzimas: Segregadas na cavidade oral, estômago, intestino e pâncreas que fracionam os alimentos em pequenas moléculas que podem ser absorvidas pela parede intestinal.

Digestão: Consiste no desdobramento das grandes moléculas orgânicas, glícidos em monossacáridos, proteínas em aminoácidos e triglicéridos em ácidos gordos e glicerol. Divide-se em digestão mecânica que envolve a mastigação e a mistura dos alimentos, e a digestão química é realizada pelas enzimas digestivas segregadas ao longo do tubo digestivo. As moléculas grandes necessitam de ser desdobradas para que os seus componentes possam ser absorvidos pelo tubo digestivo. As vitaminas, minerais e a água não são desdobrados nos seus componentes antes de serem absorvidos, pois a modificação da sua estrutura determina a perda da sua função.

Absorção: Movimento de moléculas do tubo digestivo para a circulação sanguínea ou linfática. O mecanismo de absorção depende do tipo de moléculas envolvidas. As moléculas movimentam-se por difusão simples, difusão facilitada, transporte ativo ou co-transporte.

Eliminação: É o processo através do qual os resíduos da digestão (catabolitos) são removidos do organismo. No intestino grosso a água e os sais são absorvidos o material líquido passa a semi-sólido. Estes resíduos semi-sólidos, as fezes, são eliminados pela defecação.

Mucosa: É a túnica mais interna, e é composta por três camadas:
    Epitélio mucoso interno (unicelular), estratificado pavimentoso na boca, orofaringe, esófago e canal anal e é cilíndrico simples no resto do tubo digestivo.
    Lâmina própria (multicelular), que é uma camada de tecido conjuntivo laxo.
    Mucosa muscular (multicelular no exterior do tubo digestivo), que é uma camada fina e externa de músculo liso.

Submucosa: Encontra abaixo da mucosa e é formada por uma camada espessa de tecido conjuntivo que contém nervos, vasos sanguíneos e pequenas glândulas.

Muscular: É constituída por um músculo liso que se dispõe uma camada interna circular e uma camada externa longitudinal. Constitui a parte superior do esófago onde o músculo é estriado, e no estômago existem três camadas de músculo liso. Entre as duas camadas desta túnica muscular encontra-se um outro plexo nervoso denominado plexo Mionentérico que é constituído por axónios e pericários diversos. Este plexo submucoso e mientérico formam o plexo intramural ou entérico, que desempenha um papel muito importante na regulação do movimento e da atividade secretora.

Serosa ou Adventícia: formada por uma camada de tecido conjuntivo denominada, consoante a sua estrutura. As porções do tubo digestivo que produzem para a cavidade peritoneal apresentam uma camada mais externa serosa que constitui o peritoneu visceral, uma fina camada de tecido conjuntivo e epitélio pavimentoso simples. Quando a camada mais externa tem origem do tecido conjuntivo adjacente é denominada de túnica Adventícia que consiste num revestimento de tecido conjuntivo que se junta com o tecido conjuntivo circundante.

Cavidade Bucal delimitada anteriormente pelos lábios, posteriormente pela fauce (orofaringe, garganta, e abertura para a faringe), lateralmente pela bochecha, superiormente pelo palato, e inferiormente por um pavimento muscular. Está dividida em duas regiões a primeira é o vestíbulo que é a entrada da boca e o espaço entre os lábios ou bochecha e os alvéolos dentários, a segunda região é a cavidade oral propriamente dita que se situa medialmente aos alvéolos dentários. A cavidade oral é revestida por espitélio pavimentoso estratificado que a protege de abrasão.

Dependências da Cavidade Bucal
Língua: É um grande órgão muscular e móvel que ocupa a maior parte da cavidade oral quando a boca está fechada, constituída por epitélio pavimentoso estratificado, um esqueleto osteo-fibroso (osso hióide, membrana glosso-hioideia e septo lingual), vários músculos e por uma mucosa de revestimento. Localiza-se entre as arcadas dentárias. Está ligada à cavidade oral pela parte posterior, a sua parte anterior é relativamente livre, estando ligada ao pavimento da boca por uma prega fina de tecido denominada de Freio. Os músculos da língua dividem-se em duas categorias: músculos intrínsecos contidos na língua o longitudinal, transverso e vertical que são os grandes responsáveis pelas mudanças de formas da língua, os músculos extrínsecos que estão externamente à língua mas ligados a ela como o genoglosso, hioglosso, estiloglosso e palatoglosso que permitem a protusão e retracção da língua, a sua movimentação lateral e modificações de forma. A língua divide-se em duas partes por um sulco designado de sulco terminal, a parte anterior ao sulco está coberta por papilas algumas das quais com recetores gustativos. O terço posterior da língua é desprovido de papilas, com apenas alguns terminais gustativos dispersos, tema ao invés pequenas glândulas e um grande
aglomerado de tecido linfóide, a amígdala lingual. A língua mistura os alimentos na boca em conjunto com os lábios e as gengivas e mantêm os alimentos posicionados durante a mastigação.

Dentes: A boca de indivíduo adulto têm 32 dentes, que estão distribuídos em duas arcadas dentarias uma maxilar e ou outra mandibular. A distribuição dos dentes é simétrica nas metades direita e esquerda de cada arcada, existindo quatro.
 Cada quadrante tem a seguinte composição: Um incisivo central e um lateral; Um canino; primeiro e segundo pré-  molares; primeiro, segundo e terceiro molares, dentes do siso.
Constituição dos dentes: coroa com uma ou mais cúspides, um colo, e uma raiz.
ü A coroa clínica corresponde à porção do dente visível na cavidade oral.
ü Coroa anatómica corresponde à porção do dente revestida por esmalte.
ü Cavidade pulpar encontra-se no interior do dente e é preenchido por com vasos sanguíneos, nervos e tecido conjuntivo, constituindo a pulpa, é circundada por tecido vivo, celular e calcificado a dentina.
ü Canal Radicular é a porção da cavidade que penetra na raiz.
ü buraco apical é o orifício por onde saem e penetram os vasos sanguíneos e os nervos.
ü A dentina da coroa do dente é revestida por uma substância dura, acelular e sem vida, o esmalte, que protege os dentes da abrasão e dos ácidos produzidos pelas bactérias da boca.
ü O cimento é uma substância celular semelhante ao osso que ajuda a fixar o dente ao maxilar e encontra-se envolvido na superfície da dentina.
ü Os dentes estão embutidos nos alvéolos ao longo dos processos da maxila e da mandíbula, cobertos por tecido conjuntivo fibroso denso e por epitélio pavimentoso estratificado, constituindo a gengiva. Os dentes estão ancorados nos alvéolos pelos ligamentos peridontais.
ü Os dentes desempenham um papel importante na mastigação e na fala

Lábios e Bochechas: lábios são pregas musculares formadas pelo músculo orbicular dos lábios e também uma camada submucosa constituída por tecido conjuntivo onde se encontram as glândulas labiais. A superfície externa dos lábios é coberta por pele. O epitélio queratinizado da pele no bordos dos lábios é bastante fino e não tão queratinizado quando o da pele circundante. Os vasos sanguíneos conferem aos lábios uma coloração dependendo da sua pigmentação. A margem interna é revestida por epitélio que continua com o epitélio pavimentoso estratificado da mucosa da cavidade oral. A partir dos alvéolos dentários, dos maxilares prolongam-se um ou mais freios que são pregas mucosas em direção aos lábios.
As bochechas formam as paredes laterais da cavidade oral e são constituídas por uma mucosa de epitélio pavimentoso estratificado e uma camada de pele, músculo bucinador que achata contra os dentes, e pela almofada adiposa da bochecha que faz arredondar o perfil da face.
Importantes nos processos de mastigação e fala, pois auxiliam a manipulação dos alimentos dentro da boca, mantendo-os posicionados enquanto os dentes os trituram.

Palato e Amígdalas Palatinas: consiste em duas partes uma óssea anterior designada palato duro e outra não óssea designada de palato mole ou véu palatino constituído por músculo-esquelético e tecido conjuntivo. A úvula é uma projeção do bordo posterior do palato mole. Importante no processo da deglutição impedindo a passagem dos alimentos para a cavidade nasal. As amígdalas palatinas estão localizadas nas paredes laterais da orofaringe, estão em número de duas e ocupam as fossas amigdalinas, apresentando a forma de amêndoas.

Principais funções da Cavidade oral
Mastigação Os alimentos introduzidos na boca são mastigados pelos dentes. A principal função dos dentes anteriores, os incisivos e os caninos é cortar e rasgar os alimentos, a função dos pré-molares e dos molares é esmagá-los e triturá-los. Durante o processo de mastigação os alimentos são fracionados, aumentando a sua superfície. O mascar envolve elevação da mandíbula e a excursão mediana e lateral da mandíbula. Os movimentos dos maxilares estão dependentes de quatro pares de músculos que são os temporais, os masseteres, pterigoideus internos que cerram os maxilares e os pterigoideus externos que abrem os maxilares. A protusão e o deslocamento lateral do maxilar inferior são realizados pela ação dos músculos pterigoideus internos e externos e pelos masseteres, a retração é realizada pelos temporais.
Os movimentos da mastigação são controlados por um reflexo bulbar. A presença de alimentos na boca estimula os recetores sensoriais que ativam o relaxamento dos músculos da mastigação. Quando se dá o abaixamento do maxilar inferior há estiramento dos músculos o que desencadeia um reflexo que provoca a contração dos músculos da mastigação. As vias ascendentes do cérebro influenciam bastante a atividade do reflexo da mastigação que esta pode ser iniciada ou cessada voluntariamente.

Faringe É um órgão músculo-membranoso, que se estende verticalmente adiante da coluna cervical, atrás das fossas nasais, da cavidade bucal e da laringe, continuando-se depois com o esófago. A faringe pertence simultaneamente às vias aéreas e às vias digestivas e é constituída pela nasofaringe, orofaringe, laringofaringe. É constituída pela mucosa, pela aponevrosa faríngea, pelos músculos da faringe e pela aponevrose perifaríngea. As partes constituintes da faringe que pertencem ao aparelho digestivo são a orofaringe e a laringofaringe porque normalmente os alimentos só passam por estas duas partes. A orofaringe comunica superiormente com a nasofaringe e inferiormente com a laringe e laringofaringe e anteriormente com a boca. A laringofaringe estende-se da orofaringe ao esófago e é posterior à laringe. As paredes posteriores da orofaringe e da laringofaringe são constituídas por três músculos os constritores da faringe superior, médio e inferior que encaixam uns nos outros como três vasos de flores empilhados. A orofaringe e laringofaringe estão revestidas por epitélio pavimentoso estratificado e a nasofaringe por epitélio cilíndrico ciliado pseudostratificado.

Glândulas salivares Há três pares de grandes glândulas multicelulares: as parótidas, as submandibulares e as sublinguais. Para além destes grandes agregados de tecido glandular, existem muitas glândulas tubulares enoveladas localizadas abaixo do epitélio da língua (glândulas linguais), do palato (glândulas palatinas), região jugal (glândulas bucais) e lábios (glândulas labiais). As secreções destas glândulas ajudam a manter a cavidade oral húmida e iniciam o processo da digestão. Produzem secreções serosas diluídas, ou secreções mucosas e espessas. As maiores de todas são as glândulas parótidas, são glândulas serosas que produzem principalmente saliva aquosa e estão localizadas anteriormente ao ouvido de cada lado da cabeça. Cada canal parotídeo abre-se na margem anterior da glândula, atravessa a face lateral do músculo masseter e penetra o músculo bucinador, entrando na cavidade oral junto ao segundo molar superior. As glândulas submandibulares são mistas, com mais alvéolos serosos do que mucosos. As glândulas sublinguais, as mais pequenas de todas, são mistas e são constituídas por alvéolos mucosos. Estão localizadas imediatamente abaixo da mucosa do pavimento bucal. A porção serosa da saliva contém amilase salivar, uma enzima digestiva. A libertação de maltose e de isomaltose dão ao amido um sabor doce na boca. Cozinhar e mastigar convenientemente os alimentos destrói o revestimento de celulose, aumentando a eficiência do processo digestivo. A saliva contém substâncias como a lisozima, com alguma atividade antibacteriana, e a imunoglobulina A que combate infeções. As secreções mucosas das glândulas submandibulares e sublinguais contêm uma grande quantidade de mucina, um proteoglicano que confere propriedades lubrificantes às secreções das glândulas salivares. Os núcleos salivares do tronco cerebral aumentam a secreção salivar, emitindo potenciais de ação através das fibras parassimpáticas dos nervos cranianos facial e glossofaríngeo em resposta a diversos estímulos, estimulação táctil da cavidade oral ou certos sabores. Os centros superiores também afetam a atividade das glândulas salivares. Odores que levem a pensar em comida ou a sensações de fome, também aumentam a secreção salivar.

Esófago As paredes são espessas e compostas pelas quatro túnicas características do tubo digestivo: mucosa, submucosa, muscular e adventícia. A túnica muscular tem uma camada externa longitudinal e uma interna circular, tal como a maioria do tubo digestivo; contudo, a parte superior do esófago é constituída por músculo esquelético e a inferior por músculo liso. A entrada e saída de conteúdo do esófago é controlada pelo esfíncter esofágico superior e inferior. A mucosa esofágica é constituída por epitélio pavimentoso estratificado. Na submucosa existem muitas glândulas mucosas que produzem um muco espesso, lubrificante, que passa através de canais até à superfície da mucosa.


Deglutição Na fase cefálica forma-se bolo alimentar, empurrado (língua) contra palato duro, forçando progressão para a parte posterior da boca e orofaringe. A fase faríngea inicia-se com a estimulação dos recetores tácteis na área da orofaringe. Os potenciais de ação conduzidos através dos nervos trigémio e glossofaríngeo até ao centro da deglutição no tronco cerebral. Aí geram potenciais de ação nos neurónios motores. Inicia-se com a elevação do palato mole, encerra comunicação entre nasofaringe e orofaringe. A faringe eleva-se para receber bolo e movimenta-o no sentido do esófago. Simultaneamente, o esfíncter esofágico superior relaxa e a elevação da faringe abre o esófago. Esta fase da deglutição é involuntária, tem controlo autónomo. As cordas vocais movem-se em direção medial e a epiglote inclina-se, para que a cartilagem epiglótica cubra a abertura da laringe. A fase esofágica é responsável pela progressão dos alimentos da faringe para o estômago. As contrações musculares das paredes do esófago geram ondas peristálticas. A presença de alimentos no esófago estimula o plexo intramural, controla as ondas peristálticas. Estimula recetores tácteis, enviam impulsos aferentes ao bulbo raquidiano através do nervo vago. Impulsos motores são conduzidos através das fibras vagais eferentes até à musculatura estriada e lisa do esófago, estimulando a contração e reforçando as peristálticas.