domingo, 3 de fevereiro de 2013

Princípios básicos do cuidados de enfermagem, Parte II


Necessidades de todos os doentes habitualmente consideradas pelo enfermeiro e condições que as modificam.

- Assistir o doente nas NHF: dormir e repousar, comer e beber, eliminar, respirar, aprender, ocupar-se e recrear-se, manter a postura, vestir e despir, temperatura corporal, higiene, evitar perigos, comunicar, espiritualidade, realização
·       Nota: devem ser tidas em conta as qualificações pessoais para distribuição de tarefas de trabalho, pois a qualidade dos cuidados de enfermagem são afectadas pela preparação e capacidade natural dos enfermeiros
·    - Condições que afectam as NHF: idade, estado emocional, estatuto social/cultural, capacidade física e intelectual, estado patológico, apoio emocional
·    - Plano de cuidados deve ser personalizado e adaptado ao plano terapêutico médico
·    - Para a eficácia dos cuidados de enfermagem estes devem ser planeados (devem ser modificados consoante o bem-estar do doente – permite pensar nas necessidades individuais)
·    - Deve contemplar uma revisão semanal ou periódica de acordo com necessidades e patologias do doente
·    - O enfermeiro deve ensinar a família (quando o doente está no domicilio) a cuidar da pessoa e ensinar-lhe formas de reabilitação
·    - Plano de cuidados – passa pelo ensino


Princípios básicos do cuidar em Enfermagem, parte I


Relação da enfermeira com os cuidados básicos de enfermagem.

·        -  Cada qual deve desempenhar um papel diferente
·       -  Definição de enfermagem segundo Handerson: ajudar o indivíduo doente ou saudável na realização de actividades que promovam a sua saúde ou recuperação (ou morte serena), que a pessoa faria se tivesse força, vontade e conhecimento necessário para que se tornem independentes o mais depressa possível.
·       -  Pessoa – central para todos os profissionais de saúde
·       - A pessoa deve sempre sentir que está á vontade para decidir por si, a função da equipa é ajudá-la numa escolha sensata
·       - O enfermeiro deve colocar-se na pele do doente para conhecer o que este quer e o que precisa para manter a vida e (re)adquirir saúde
·       - Deve estimar as necessidades individuais, imediatas e a longo prazo de cuidados físicos, apoio emocional e reeducação
·       - Condição da boca, indicador de qualidade dos cuidados de enfermagem
·       - Ajuda ás actividades diárias que normalmente realizariam sem ajuda
·       - Promoção de relações sociais e de interacção com os outros
·       - Enfermagem – tem as suas raízes nas Necessidades humanas fundamentais
·       - Quer a pessoa esteja saudável ou doente deve-se ter e conta os desejos naturais (comida, água)
·       - Cada cultura expressa as NHF de maneira diferente
·       - Devem ser tidas em conta as motivações de cada pessoa
·       - Todas as pessoas têm necessidades comuns, que são satisfeitas por padrões de vida bastante diferentes
·       - A enfermeira só deve decidir pelo doente quando este está em situação de inconsciência e não tem ninguém que decida por ele
·       - Competências do enfermeiro: saber ouvir, sensibilidade á comunicação não verbal, encorajar a expressar sentimentos, ajudar a identificar o problema.
·       -  É essencial uma relação construtiva no local terapêutico
·       - O auto-conhecimento de cada um (de si próprio) é também essencial para o exercício da prática de enfermagem (respeito e compreensão pelos outros)
·       - Os CBE têm componentes principais bem visíveis, mas devem ser modificados de acordo com as características pessoais da pessoa a que se presta cuidado
·       - NHF existem independentemente do diagnóstico, são modificadas por este. São influenciadas por: idade, cultura, estado emocional, capacidades psicológicas, local. Os estados do doente têm que ser tidos em conta nos cuidados prestados
·       - A formação a estudantes deve ser dada nos locais para aumentar a sensibilidade e compreensão.


segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Reformas da saúde


         A reforma de 1952
      Nesta data é reformulado o Curso de Enfermagem Geral, passando a ter duração de três anos.
      O curso de auxiliares de enfermagem é mantido e é ainda criado o Curso de Auxiliares de Enfermagem
      Especializada (que não chegou a ser leccionado na Escola de Enfermagem Artur Ravara);
     É criado o Curso de Enfermagem Complementar com a duração de um ano, destinado aos enfermeiros que exercessem as funções de chefia e aos monitores das escolas de Enfermagem. Houve modificações nas técnicas de enfermagem, na realização de estudos de caso e relatórios, e na elaboração de trabalhos sobre terapêutica e alimentação. Emerge uma preocupação com o ensino não apenas centrado no diagnóstico médico.

A reforma de 1965
    Os exames finais foram abolidos no inicio da década de 1970 devido ao facto de a reforma de 1965 já incluir o exame final de cada disciplina.

A reforma de 1976
     O curso de enfermagem geral e o curso de auxiliar de enfermagem fundiram-se num só.
     Este curso estava dividido por áreas de aprendizagem.
     A grande inovação consistia em dar maior ênfase à saúde e às ciências humanas. De salientar é o facto de este novo plano de estudos se centralizar no desenvolvimento individual do aluno.
Segundo este novo modelo o aluno deveria ser capaz de:
  • Prestar cuidados de enfermagem a indivíduos, famílias e comunidade, a nível de prevenção
  • Colaborar com outros técnicos de saúde
  • Contribuir para o desenvolvimento da enfermagem
  • Desenvolver uma consciência profissional
Nesta altura era exigido ao aluno candidato apenas o 11.º ano de escolaridade, no entanto havia preferência dos candidatos que possuíam o 12.º ano de escolaridade (na prática, só eram admitidos os candidatos com o 12.º ano).